Em Ariana and the Elder Codex, acompanhamos a história de uma bibliotecária em uma jornada mágica para restaurar sete livros entrando neles e acompanhando suas histórias. É um metroidvania bonito e com um combate interessante, mas que deixa a desejar na exploração e no desempenho no Switch.
Desenvolvimento: Idea Factory, Compile Heart, Hyde
Distribuição: Idea Factory
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação
Classificação: 10 anos (violência, linguagem imprópria)
Português: Não
Plataformas: PC, PS4, PS5, Switch
Duração: 4 horas (campanha)
Uma bibliotecária deve prezar pelos livros

Ariana and the Elder Codex se passa em um mundo mágico, onde controlamos a personagem-título, uma bibliotecária que se depara com problemas ocorrendo em alguns livros do acervo. Como tem a habilidade de entrar nos códices, Ariana então recebe a missão de entrar nesses livros e restaurar seus enredos e a magia, o que é feito derrotando diversos inimigos e o chefão de cada história. Além disso, há o enredo próprio da protagonista, que tem seus próprios problemas para lidar. É uma história até que legal, mas você pode seguir tranquilamente sem se importar muito.
A jogabilidade é a tradicional de um metroidvania 2D, onde Ariana explora salas e derrota inimigos no caminho. A estrutura é um pouco diferente, porém. Não há um único mapa interligado. Ao invés disso, temos a biblioteca como hub e, a partir de lá, podemos entrar em cada um dos sete livros para restaurar a magia, isto é, explorar seu mapa até vencer o chefe final. Os sete livros são liberados desde o começo e podem ser explorados em qualquer ordem. Entretanto, há claramente uma ordem sugerida, já que os livros possuem níveis de dificuldade progressivos e é contraproducente não seguir essa recomendação. Além disso, os níveis mais fáceis também liberam habilidades de exploração adicionais.
Combate não tem nada espetacular, mas é divertido

O combate é uma parte bacana do game. Ariana tem apenas as habilidades básicas de atacar e pular. Outras são ganhas como upgrades para exploração, mas são bem simples para o gênero: apenas pulo duplo, dash, dash aéreo, dive kick e uma habilidade de flutuação, já perto do final do game. O destaque mesmo vai para as magias. Além da magia neutra, há outras divididas em quatro elementos: fogo, gelo, vento e terra. Você pode equipar até seis habilidades simultaneamente, mas na prática mesmo são quatro, pois o ataque normal e a magia de recuperar também ocupam esses espaços.
Assim, você pode personalizar a sua jogabilidade ao escolher as magias que utiliza a cada momento. São quatro magias disponíveis em cada um dos quatro elementos, com certa variedade em termos de uso, poder, tempo de cooldown, etc. Vários inimigos tem elementos, o que pode ser visto por suas cores, e são mais fracos contra o elemento oposto. Assim, vale ter um ataque de cada tipo, principalmente nos livros que não são de um elemento específico. Não é um sistema de combate muito elaborado e pode ficar tedioso em alguns momentos, mas é suficiente para querer levar a aventura até o final.
Exploração muito decepcionante

Já a exploração deixa bastante a desejar. Como comentei, as habilidades de movimentação de Ariana são bem básicas. Os mapas são separados e há bem pouco o que fazer de backtracking, além de sequer haver muito o que se buscar. Em alguns mapas, se você se preocupar com isso, na primeira passagem por ele já pode encontrar tudo que existe. O que você pode achar são recursos necessários para comprar e aprimorar suas magias e também construir equipamentos. Podem ser equipados até cinco itens, mas sua variedade não é muito interessante e logo você vai escolher os ideais para avançar com mais tranquilidade.
Não é ruim, mas também não surpreende

Assim, acaba ficando mais a sensação de que estamos jogando um game linear de ação 2D e não necessariamente um metroidvania, como o título se propõe. Você explora cada um dos livros em mapas que são em sua maioria bastante lineares, talvez se entretenha com sua história, mas ao seu final vai para o próximo e dificilmente vai querer voltar. E assim segue até acabar o jogo, aproveitando as novas magias que libera durante os quatro primeiros livros, que são ligados aos quatro elementos – é tudo um pouco clichê, com a história girando em volta de pedras e livros mágicos.
Ou seja, não é um jogo ruim, apenas não recomendaria como um grande game para os fãs do gênero. Tem qualidade suficiente para você querer ir até o final, ainda que talvez não considere uma das experiências mais memoráveis. Os gráficos e a direção de arte são bons, mas o desempenho no Switch é bastante sofrível. Há quedas de frame com muita frequência, bastando haver um pouco mais de movimento na tela para que uma lentidão grande apareça. Além disso, no modo portátil a qualidade gráfica tem uma queda notável também.
Se estiver de bobeira, vale dar uma olhada
Ariana and the Elder Codex é um metroidvania com qualidades e defeitos, que acaba não sendo ruim, mas faltou um tanto para ser um ótimo jogo. Tem um combate divertido e uma história interessante, o que pode ser o suficiente para experimentar e decidir se gosta.
Cópia de Switch cedida pelos produtores
Revisão: Julio Pinheiro




