The Legend of Heroes: Trails from Zero chega agora em versão nativa ao Switch 2 e PS5, trazendo resolução 4K, desempenho aprimorado e outras melhorias. Mesmo não sendo um jogo muito antigo, vem também com ferramentas para acelerar a jogabilidade, sendo ainda um ótimo RPG.
Desenvolvimento: Nihon Falcom
Distribuição: NIS America
Jogadores: 1 (local)
Gênero: RPG
Classificação: 14 anos (violência, conteúdo sexual, drogas lícitas)
Português: Não
Plataformas: PC, PSP, PS Vita, PS4, PS5, Switch, Switch 2
Duração: 38.5 horas (campanha)/79 horas (100%)
Subsérie da subsérie

Trails from Zero faz parte da subsérie Trails, que por sua vez é uma subsérie de The Legend of Heroes, franquia de RPGs da Falcom iniciada ainda nos anos 1980. É o quarto jogo Trails, sendo sequência de Trails in the Sky the 3rd, iniciando o segundo arco da subsérie. O game foi lançado originalmente para o PSP em 2010 mas só foi disponibilizado em inglês em 2022, a partir de uma tradução de fãs. Agora, junto com a continuação Trails to Azure, os jogos chegam em versão nativa para PS5 e Switch 2, trazendo principalmente as melhorias da versão para PC.
A história se passa três meses após Trails in the Sky the 3rd, mas agora com um novo grupo de protagonistas. Acompanhamos o detetive iniciante Lloyd e seus e colegas, que se juntam a uma divisão especial recém-criada do departamento de polícia da cidade de Crossbell – que dá nome a esse arco da saga. Iniciamos investigando facções criminosas que dominam a cidade, com o auxílio de Estelle e Joshua, heróis da saga anterior. Naturalmente, tudo irá escalar, como em todo bom RPG. O jogo, como de costume na série, é muito pesado em história e diálogos. Eu não recomendo para quem tiver pressa, caso você queira aproveitar bem a história, que é bastante interessante.
Um RPG como em tempos mais simples

O jogo é um RPG tradicional, lembrando a geração do PlayStation 1. Temos cenários 3D e personagens em sprites em um estilo que era comum na época do lançamento original. A aventura é centrada na cidade de Crossbell, a única grande do jogo, onde temos a sede do departamento de polícia, diversas lojas e outros locais. A partir de Crossbell, vamos a pé ou de ônibus para outros locais, para seguir a história, completar missões secundárias e o que mais fazemos em jogos do gênero.
O jogo direciona bastante que você complete as missões paralelas, fornecendo diversas recompensas. Além de algumas quests espalhadas pelo mapa normalmente, elas são centralizadas em um painel na sua delegacia, onde devem ser aceitas e reportadas ao final. Completando essas missões também melhoramos o ranking de detetive, recebendo ainda mais recompensas. Em geral, as missões são criativas e bem contextualizadas, e a organização de cada passo delas no diário facilita bastante que sejam executadas.
Batalha estratégica

O sistema de batalha é semelhante ao dos outros Trails até então. É um sistema por turnos com uma ordem de ação definida para cada inimigo ou membro e apresentada na tela, como em Final Fantasy X, e o seu próximo turno pode ser mais rápido ou mais demorado, dependendo da ação que fizer na sua vez. O posicionamento dos personagens e inimigos no campo de batalha é importante, pois ataques e magias possuem alcance, área e ângulo de efeito. Assim, uma das opções de batalha é apenas se mover, o que pode ser bastante útil ao utilizar determinados golpes.
As opções são as básicas como ataque, magia, item e fugir. Há dois tipos de golpes especiais: as magias, que usam EP e levam alguns turnos para serem carregadas, e os golpes de craft, que são executados na hora e usam a barra de CP. Há também golpes especiais, interação entre elementos e outras características, sendo um sistema bastante versátil e divertido, ainda que não tenha nenhuma grande inovação. A novidade em relação ao jogo anterior é a possibilidade de personagens que estão de fora da party ativa realizarem ações em determinados momentos.
Poucas novidades dessa vez

Esse novo lançamento de Trails from Zero vem para atualizar o jogo para os consoles atuais com novidades existentes no PC e não no Switch e PS4, como os gráficos em 4K. Considerando que se trata de um jogo de PSP de 2010, os cenários são bastante bonitos, sendo uma adaptação em que realmente houve uma dedicação para tornar o game bem apresentável em telas modernas. É bem notável que os sprites não são modernos, mas a qualidade é bacana e não comprometem o visual.
No Switch 2, também é possível usar o mouse para controlar praticamente todo o jogo, como no PC. Apesar de eu achar pouco necessário ou bom de se usar, é legal de se ter a opção. As novidades desses lançamentos de 2026 (que foram incluídas no PC por atualização) são bem particulares: possibilidade de uso de texturas clássicas e escolha de espaço de cor entre sRGB e bt.709, além de correções de pequenos bugs e erros de texto.
Sempre recomendado
The Legend of Heroes: Trails from Zero é um bom RPG da época que esse gênero era bastante prolífico no primeiro portátil da Sony, sendo até hoje um bom jogo. Esse novo lançamento não altera muita coisa na experiência, mas é sempre bom ter mais opções de onde jogar.
Cópia de Switch 2 cedida pelos produtores
Revisão: Julio Pinheiro




