Crazy Taxi World Tour

Preview Crazy Taxi: World Tour (PC) – Corridas malucas, agora online

Ninguém esperava, mas em 2023, a SEGA anunciou a volta de várias séries clássicas que fizeram história e definiram consoles lendários como o Dreamcast e o Mega Drive. Depois de um bom tempo, finalmente temos o primeiro grande lançamento dessa leva: Crazy Taxi: World Tour, com previsão de sair apenas no próximo ano — mas antes, os desenvolvedores estão preparando o modo online do jogo, que chegará ao PC, Xbox Series X|S, PS5 e Switch 2.

Desenvolvimento: SEGA

Distribuição: SEGA

Jogadores: 1-6 (online)

Gênero: Corrida

Classificação: 14 anos (violência, linguagem imprópria, compras no jogo)

Português: Não

Plataformas: PC, PS5, Xbox Series X|S, Switch 2

Duração: Sem registros

Novidades na franquia

Gameplay de Crazy Taxi World Tour

O teste beta de Crazy Taxi: World Tour focou nos modos multiplayer do novo jogo. A SEGA pretende trazer um pacote completo aos fãs, com uma campanha single player no estilo tradicional da franquia, com mapas em múltiplos lugares do mundo, complementada por um modo online inédito. O multiplayer suporta até seis jogadores simultâneos, com bots cumprindo tabela caso o sistema de matchmaking não consiga encontrar pessoas suficientes para preencher uma partida completa, em duas modalidades distintas.

O modo tradicional de Crazy Taxi foi transformado em uma experiência online em World Tour. Ainda é preciso levar os passageiros aos seus destinos da forma mais rápida possível, só que agora com mais cinco jogadores tentando realizar isso juntos, em uma dupla corrida contra o tempo. É muito divertido e caótico, funcionando bem apesar de não proporcionar uma estrutura de gameplay mais aberta, tal como no game do Dreamcast, já que todos os taxistas levam os mesmos passageiros sempre aos mesmos destinos.

Polícia dando drift em Crazy Taxi

Crazy Taxi: World Tour traz um modo inédito chamado “Cops ‘n’ Cabbies” (o jogo ainda não conta com uma tradução em português). Os participantes são divididos em dois times, entre taxistas e policiais. Os taxistas precisam levar um certo número de passageiros aos seus destinos, enquanto os policiais devem impedi-los de cumprir essa tarefa batendo nos carros até eles quebrarem por um tempo. Esse modo também é maluco e bagunçado, mas não é tão divertido quanto o principal, especialmente quando se joga como policial, uma vez que os times não são balanceados corretamente na quantidade de jogadores em cada lado — há mais taxistas do que policiais, e assim, as partidas não ficam justas.

Gameplay arcade

Gena

A jogabilidade de Crazy Taxi ganhou novidades e não é mais tão simples, porque há a possibilidade de melhorar os carros e até criar builds personalizadas, com vantagens e desvantagens nos atributos dos veículos. Ainda assim, a gameplay é bastante arcade e lembra a versão original, com uma física exagerada em mapas grandes, repletos de obstáculos, pedestres e trânsito. A dirigibilidade dos veículos é um pouco rígida e pesada, principalmente ao acelerar e dar ré no carro, mas isso é, de certa forma, compensado pela adição de mecânicas de drift e nitro, que deixam a jogabilidade frenética o tempo todo. É empolgante e, como o nome do jogo diz, maluco.

Graficamente, Crazy Taxi: World Tour é bonito. A direção artística não é tão realista e vai para um lado cartunesco, mas com cenários bem detalhados e iluminados, com direito até mesmo à compatibilidade com o ray tracing. O título está sendo produzido por meio da Unreal Engine, trazendo, na versão de PC, uma boa performance e até suporte ao formato de tela ultrawide.

Gameplay de Crazy Taxi World Tour

A trilha sonora, claro, marca presença no game, com faixas das bandas The Offspring e Bad Religion — as mesmas do primeiro jogo da série. Ou seja, Crazy Taxi: World Tour conta com o famoso “ya, ya, ya” de Dexter Holland em “All I Want”, ditando o tom da jogatina, quase como uma marca registrada da franquia. Só é esperado que, no lançamento final, os desenvolvedores tragam um catálogo sonoro mais diverso em termos de artistas, justamente para que as músicas dessas duas bandas não fiquem repetitivas ao extremo como ficaram nessa beta, pois as canções sequer são tocadas na sua totalidade.

Muito promissor

Apesar das polêmicas desnecessárias que a SEGA arrumou com a decisão de adotar o uso de IA generativa no desenvolvimento, Crazy Taxi: World Tour tem potencial de ser o retorno perfeito que os fãs imploram há anos. Afinal, em termos de gameplay, esse novo título é exatamente o que a franquia sempre foi, chegando a parecer um jogo de Dreamcast com gráficos de última geração. Os modos multiplayer divertem e podem se tornar um chamariz inédito para trazer novos fãs para a série, que é conhecida por sua experiência arcade para somente um jogador — agora, a curiosidade é para saber como estará o modo principal, a campanha, mas só descobriremos isso no ano que vem.

Revisão: Ailton Bueno