Após duas décadas sem um título principal, a série Onimusha está finalmente prestes a retornar com Onimusha: Way of the Sword, no que promete ser mais um dos grandes lançamentos da Capcom para 2026.
Iniciada – e, por enquanto, também terminada – no PlayStation 2, a série Onimusha marcou quem vivenciou essa geração e é fã de games de ação. Planejada inicialmente como um spin-off de Resident Evil (o que é um tanto perceptível nos dois primeiros títulos), a série é ambientada no Japão dos samurais e com a presença de diversos personagens históricos reais, mas repleta de elementos sobrenaturais.
São jogos de ação e aventura e também hack n’ slash, principalmente em Onimusha 3 e 4 (Dawn of Dreams). Controlamos guerreiros em templos, castelos, florestas e outros ambientes típicos de jogos do gênero, enfrentando demônios dos mais diversos tipos, com Genma sendo o chefe recorrente.
Um longo jejum, prestes a terminar

Infelizmente, a série adormeceu após o quarto título em 2006, com exceção de spin-offs sem notoriedade. Finalmente, em 2024 a Capcom anunciou o tão aguardado retorno da série com Onimusha: Way of the Sword. Dando saltos de gerações desde a o último título da franquia, temos agora um jogo com o que de melhor a desenvolvedora tem entregado nos últimos anos com a sua RE Engine.
Assistindo aos trailers, e, principalmente jogando a demo, podemos concluir que Way of the Sword é bastante fiel às origens da série e promete manter o mesmo espírito de ação no Japão antigo, sem deixar de ter elementos que esperamos de jogos AAA da atualidade. Controlamos o samurai Miyamoto Musashi (baseado na figura histórica de mesmo nome) na Quioto do período Edo, enfrentando samurais, demônios e criaturas diversas.
Jogabilidade familiar

Musashi conta com sua espada, que pode dar ataques fracos e fortes. Em termos de defesa, podemos aparar e desviar. Esses movimentos, se feitos logo antes do contato com o adversário, dão ainda mais vantagens para nosso personagem. Musashi ainda pode usar itens e outras armas, mas não vemos muito disso na versão demo, ficando o gostinho para a versão completa. E, como não podia deixar de ser num jogo de Onimusha, temos um botão para sugar as almas deixadas pelos inimigos derrotados.
Na demo, que dura cerca de 1h, percorremos alguns cenários enfrentando inimigos, aprendendo o básico da jogabilidade e também uma batalha de chefe no final. A jogabilidade é bastante fluida, com um misto de exploração e combate. Os controles são satisfatórios, com uma boa variedade de ações possíveis para Musashi. A batalha com o chefe, Ganryu, é certamente o destaque, tanto em relação à luta em si quando ao espetáculo visual e apresentação. Além disso, a aventura entrega gráficos incríveis, como estamos acostumados nos últimos jogos da Capcom.
Há espaço para melhorias ainda

Uma coisa que me incomodou na demo foi o comportamento dos adversários comuns. Enquanto a batalha contra Ganryu fornece um desafio bacana e a oportunidade de testarmos todo o arsenal ao nosso alcance, são poucas as partes em que os inimigos comuns iniciam o combate ou estimulam que testemos diferentes estratégias e abordagens do combate. Espero, porém, que na versão final isso seja melhor tratado, seja com níveis de dificuldade ou inimigos mais ofensivos à medida que a campanha avança.
Em termos de história, a Capcom declarou que o game não tem relação com os títulos anteriores. Mas eu não duvido que em algum momento da narrativa encontremos ligações com o passado – quem jogou Dawn of Dreams vai entender de onde vem essa minha desconfiança.
Com lançamento marcado para 25 de setembro de 2026, você já pode experimentar a jornada de Miyamoto Musashi com uma demo disponível no PC (Steam e Epic), PlayStation 5 e Xbox Series X|S. O jogo também será lançado para o Switch 2, mas a demo não está disponível no console da Nintendo. O progresso da demo não é aproveitado na versão final, mas quem jogá-la ganhará um amuleto.




