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Review Asterix and Obelix: XXL2 Remastered – Quando jogos param no tempo

O jogo é uma remasterização do original Asterix and Obelix: XXL2 lançado para PS2, PSP e Nintendo DS em 2005, onde Getafix, o Druida, é raptado por romanos e os dois personagens que dão nome ao jogo vão atrás de seu amigo. Desenvolvido pela oSome Studio e publicado pela Microids, a aventura dos dois simpáticos e icônicos gauleses é uma experiência solitária que sofre com mecânicas datadas.

Ano: 2018
Jogadores: 1
Gênero: Ação, Aventura, Plataforma
Classificação indicativa:
10 anos
Português: Não
Plataformas: PC, macOS, Xbox One, PS4 e Switch
Duração: 8 horas (campanha)/ 11 horas (100%)

Cara, que coisa básica

Um jogo preso em sua época

Asterix and Obelix: XXL2 Remastered tem uma cara de “jogo de PS2”, os quais chamo assim quando resolvem usar muitos elementos básicos de plataforma e propõem soluções completamente sem nexo ou explicação dentro da jogabilidade ou universo do próprio jogo – como acender uma tocha com a mão, matar X número de inimigos para liberar uma passagem ou apertar um botão bizarro no chão que simplesmente está ali e pronto. Aliás, existe uma mecânica de viagem rápida pelos cenários já visitados aqui, quem diria!

Pega a referência ali ao lado

O óbvio que não foi feito

Preste atenção: apesar de existirem 2 PERSONAGENS na história, não é possível jogar em modo cooperativo com outra pessoa controlando Asterix ou Obelix. Isso é algo completamente desanimador, pois o jogo casaria de forma perfeita como algo para ser feito em dupla.

Um dos poucos momentos divertidos – e olha lá

Os jogos há cerca de 10 anos com certeza eram mais simples e se preocupavam menos em dar sentido para as coisas apresentadas, então não tem como jogar um simples resmater com a esperança de ter algo traduzido para mecânicas atuais ou que convençam jogadores mais exigentes por algo “pé no chão”. Quem sabe um remake teria sido uma ideia melhor?

Fiquei muito ansioso quando vi trailers e afins, porém, como nunca havia ouvido falar do jogo original de 2005, na minha cabeça era um jogo para 2 pessoas e não tinha nada que tirasse isso de mim. Pois é, a minha reação quando descobri que seria uma experiência solitária não foi das melhores.

Do nada chega o Mario Sunshine na parada

Me divirta, por favor

Por eu gostar muito dos personagens que protagonizam o jogo, juro que tentei ao máximo tentar ver as qualidades do que estava experienciando. Mas tudo é simplesmente maçante, pois o jogo te lança hordas e mais hordas de inimigos em todos os cenários e você precisa vencê-los num combate sem nenhum peso – não só figurativamente -, onde os inimigos são dotados de uma inteligência artificial absurdamente ridícula. Para completar, as batalhas não te dão nem de longe uma sensação de “dever cumprido”, mas sim de “acaba logo”.

God of War feelings

Resumindo o jogo em poucas ações e palavras: procure itens, avance, puxe uma alavanca, avance, pressione botões, avance, batalhe contra hordas de inimigos, avance e passe raiva num jogo que, infelizmente, é fruto de sua época e nada além disso. Você facilmente pode imaginar o jogo com quaisquer outros personagens ou tema, e tudo funcionaria perfeitamente bem (no mau sentido) da mesma forma. Talvez seja um jogo para crianças, mas acho que até mesmo crianças merecem algo mais desafiador – Asterix & Obelix também mereciam.

Prós

  • Asterix & Obelix
  • Visual dos cenários

Contras

  • Inteligência artificial
  • Combate repetitivo
  • Quebra-cabeças bobos
  • História superficial

Este review foi feito usando uma cópia para Switch cedida com carinho pela Microids