Curse of the Dead Gods capa

Review Curse of the Dead Gods (Review) – Um exemplo para o subgênero

Rogue-lite certamente é um dos subgêneros que mais me fizeram passar raiva nos últimos tempos, e tudo por causa de sua natureza de elementos gerados proceduralmente e falta de acessibilidade ao público geral. Depois de me esbarrar com vários títulos da categoria e ir com a cara de alguns poucos, Curse of the Dead Gods surge no meio das sombras corrompidas para reacender essa vontade e apreciação que eu costumava ter pelo subgênero.

Desenvolvimento: Passtech Games
Distribuição: Focus Home Interactive
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação, Aventura
Classificação: 14 anos
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, Switch, Xbox One, PS4
Duração: 21 horas (campanha)/69 horas (100%)

Tumbas e maldições

Locais escuros

Através de um combate no bom e velho estilo hack ‘n slash e um desapego total em relação ao componente história, Curse of the Dead Gods nos coloca na pele de um homem amaldiçoado por deuses mortos (como o próprio nome já deixa claro), que vaga de templos em templos derrotando as mais diversas criaturas e destruindo campeões que protegem esses locais.

Como a maioria dos títulos semelhantes, aqui temos salas com inimigos e itens diversos para serem obtidos, sempre tendo todos os elementos gerados proceduralmente. Isso significa que uma sessão de jogatina nunca será igual à última em vários aspectos. Porém, Curse of the Dead Gods sai na frente da concorrência justamente por pegar emprestado várias boas ideias já praticadas no passado dentro desse subgênero.

Loja

Para início de conversa, podemos adquirir melhorias utilizando moedas (caveiras e braceletes) obtidas durante a sessão de jogo, as quais são carregadas conosco conforme avançamos no templo. Fora isso, é possível escolher em qual templo ingressar para seguir sua jornada, sendo que ao final enfrentamos um campeão do local e recebemos uma Blessing, a qual é usada para aplicar esses upgrades permanentes. Adicionalmente, também é permitido recuperar armas encontradas nas últimas sessões de jogo em troca da utilização das “moedas” encontradas.

A forma como as fases progridem também são um diferencial. Existe em cada sala um seletor de qual a próxima rota será liberada. Entre as opções, temos atributos, dinheiro, upgrade, relíquia, arma, um elemento aleatório, etc. Isso habilita um pouco mais de planejamento, ao mesmo tempo que coloca as consequências das escolhas totalmente em nossas mãos. Além disso, também recebemos corrupção a cada sala avançada, o que concede também uma maldição aleatória – às vezes benéfica, de certa forma – que é carregada até o fim da run. Essa barra de corrupção também é preenchida quando fazemos oferendas de sangue em altares e na hora de obter armas por aí. Também podemos realizar oferendas de dinheiro, as quais não trazem consigo grandes consequências malignas.

Ataque, parry e fôlego

Combate divertido

O combate lembra bastante Diablo por causa de sua visão isométrica, armas variadas com efeitos diversos (elétrico, fogo e afins), parry e esquiva. Esses dois últimos elementos são extremamente valiosos para completar a experiência como um todo, e utilizando eles no tempo específico acaba concedendo a recuperação de pontos de fôlego ao personagem. O fôlego é utilizado para a esquina e defesa, além dos próprios golpes em si. Em suma, existe um grande fator risco e recompensa em Curse of the Dead Gods para quem deseja extrair o máximo de seu combate e masterizar todos os movimentos.

As armas também são um elemento divertidíssimo, e permitem ataques próximos ou a longas distâncias. Dentre as opções existentes, existem arcos, espadas, lanças e muito mais, sem falar que essas armas também podem ser encontradas com efeitos elementais, como um choque elétrico que causa mais dano ao inimigo.

Chefes

Por fim, existem as opções de acessibilidade que fazem falta normalmente nos Rogue-lite. É bem comum que pessoas desistam desse subgênero facilmente, uma vez que a dificuldade não é convidativa. Porém, é importante dizer que a consequência de ativar essas facilidades compromete seu save no sentido de que as conquistas internas do jogo não serão mais válidas. Para isso, é preciso começar um novo progresso.

Acessível e divertido

Curse of the Dead Gods reúne tudo o que já foi aplicado no mundo Rogue-lite para criar uma jogabilidade divertida e intuitiva. Certamente os recursos que deixam o jogo mais acessível são essenciais nesse subgênero, atualmente. Portanto, facilmente podemos colocar o game em destaque na categoria em que ele se encaixa, e isso tanto no quesito diversão quanto em jogabilidade.

Cópia de Switch cedida pelos produtores

Curse of the Dead Gods

9

Nota final

9.0/10

Prós

  • Opções de personalização de dificuldade
  • Combate muito bem feito
  • Armas diversas e com mecânicas diferentes
  • Possibilidade de ter a visão geral do mapa
  • Fôlego é recuperado ao realizar um parry

Contras

  • Excesso de mecânicas pode ser confuso