FFVII Crisis Core Reunion capa

Review Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion (Switch 2) – Excelente versão, mas com ressalvas

Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion é a versão remasterizada da história que antecede os acontecimentos de Final Fantasy VII, colocando você no controle de Zack Fair, um jovem membro da SOLDIER que acaba envolvido em uma investigação sobre o desaparecimento de vários soldados. Esta versão para Switch 2 traz os gráficos remasterizados em HD, resolução melhorada, 60 fps, modelos 3D renovados, sistema de combate aprimorado, diálogos dublados e uma trilha sonora com novos arranjos. É uma excelente oportunidade para conhecer a história de Zack no console da Nintendo com uma apresentação muito mais próxima das versões de PS5 e Xbox Series X|S.

Desenvolvimento: Square Enix
Distribuição: Square Enix
Jogadores: 1 (local)
Gênero: RPG, Ação
Classificação: 16 anos
Português: Não
Plataforma: Switch 2, Switch, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S

Um prequel que continua valendo a pena

Cena de combate com vários inimigos

Crisis Core funciona muito bem como uma história anterior a Final Fantasy VII — o original. A campanha apresenta o passado de Zack, mostra acontecimentos que ajudam a contextualizar personagens importantes e explica melhor situações que você já conhece se tiver jogado outros títulos da série. É uma história bastante divertida de acompanhar e, para quem já conhece Final Fantasy VII, existe aquela satisfação de finalmente entender como algumas coisas chegaram ao ponto em que começam no FFVII original com Cloud.

A versão de Switch 2 também é uma surpresa visual. Os gráficos são muito bonitos e, sinceramente, chegam perto do que você encontra nas versões para Xbox Series X|S e PS5, em termos de resolução principalmente. O desempenho a 60 fps é muito estável, então você tem uma experiência bastante fluida tanto durante os combates quanto na exploração. Considerando que já existia uma versão para o Switch original, acho muito conveniente ter uma edição própria para o Switch 2 com melhorias em vários aspectos.

Um combate que ainda tem boas ideias

Cena de combate com chefe

O combate continua sendo uma das partes mais divertidas aqui. O sistema de Materia é particularmente interessante, principalmente pela possibilidade de combinar diferentes Materias para criar outras novas. Isso abre espaço para experimentar diferentes configurações e encontrar combinações que funcionem melhor para o seu estilo de jogo. Além disso, as próprias Materias sobem de nível, criando uma segunda camada de progressão além do desenvolvimento natural de Zack.

O sistema de missões também funciona muito bem. A partir dos pontos de salvamento, você consegue sair para missões opcionais e receber itens como recompensa, criando uma maneira simples de complementar sua progressão. Gostei também de uma decisão que mostra que os desenvolvedores pensaram nas situações em que você pode acabar se colocando em uma roubada: é possível reiniciar a partir do último ponto de salvamento ou voltar para um momento anterior, evitando que uma escolha ruim de equipamento deixe você preso em uma batalha que não consegue vencer.

Ainda é um jogo da era do PSP

Cena de Zack Fair sob a luz do luar

Por outro lado, algumas características deixam claro que a base do game continua sendo um título originalmente desenvolvido para PSP. O combate, por exemplo, não permite simplesmente segurar o botão de ação para atacar, nem sequer existe essa configuração.

Você precisa pressioná-lo repetidamente, e também não existe um sistema de combos que torne os ataques mais elaborados ou mais engajantes e fluidos. Depois de jogar os títulos mais modernos da série, isso deixa o sistema com uma sensação um pouco mais limitada.

Cena de combate inicial

A exploração também é bastante linear. Você encontra itens escondidos aqui e ali em baús e após batalhas, mas não existe muita liberdade para explorar o mundo, e você fica limitado às áreas disponíveis em cada momento da história. Isso não chega a ser uma surpresa considerando a origem portátil do game, mas fica mais evidente hoje, especialmente depois de experimentar a estrutura muito mais aberta de outros RPGs.

E existe ainda um problema para quem já jogou Final Fantasy VII Remake: fica praticamente impossível não comparar os dois sistemas de combate. Dá para perceber claramente que Crisis Core serviu como uma das inspirações, mas a comparação também mostra o quanto seu sistema é um produto de sua época.

Um ótimo retorno para Zack, agora a 60 fps

Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion continua sendo uma boa maneira de conhecer a história de Zack, e a versão de Switch 2 faz um trabalho excelente ao apresentar essa aventura com gráficos muito bonitos e desempenho extremamente estável. O sistema de Materia, as missões opcionais e a progressão ainda funcionam muito bem, mesmo quando a estrutura mais antiga do combate e da exploração fica evidente. Porém, a compra da versão de Switch 2 ser totalmente isolada e o fato de não ter como migrar seu save de Switch 1 são coisas bem frustrantes, além da falta do nosso idioma PTBR sem qualquer explicação.

Cópia de Switch 2 cedida pelos produtores

Final Fantasy VII Crisis Core: Reunion

8.5

Nota final

8.5/10

Prós

  • Gráficos impressionantes
  • Desempenho bem estável
  • Excelente prequel e história
  • Sistema de fusão de Materia
  • Sistema de missões bem pensado

Contras

  • Muito linear, exploração fraca
  • Saves de Switch 1 incompatíveis
  • Falta sistema de combo
  • Ainda sem PTBR
  • Sem pacote de upgrade