Senhor dos Anéis: Guerra no Norte – Edição Legado é um relançamento do jogo que saiu inicialmente em 2011 para as plataformas atuais. Essa edição traz uma série de melhorias se comparada com a versão original, principalmente pela adição das legendas em português. Mas será que o game consegue honrar o seu legado?
Desenvolvimento: Snowblind Studios
Distribuição: Aspyr
Jogadores: 1-2 (local), 1-3 (online)
Gênero: RPG, Ação
Classificação: 18 anos (violência extrema, drogas lícitas, linguagem imprópria)
Português: Interface e legendas
Plataformas: PS4, PS5, Switch, Switch 2, Xbox Series X|S, PC
Duração: 12 horas (campanha)/30 horas (100%)
Uma aventura na Terra-Média

A história do game se passa em paralelo à jornada de Frodo e os demais hobbits durante os eventos da Sociedade do Anel. Aqui podemos controlar o humano Eradan, a elfa Andriel e o anão Farin. Logo no começo da aventura, nós encontramos Aragorn na Estalagem Pônei Saltitante, e somos enviados para investigar e deter um exército de orcs que infestam Fornost, começando assim grande missão para dar um fim em Agandaur, braço direito de Sauron no norte da Terra-Média.
No geral, o desenvolvimento da história se dá após seguirmos por um caminho em um corredor. Contudo, um dos grandes problemas que tive com o game foi com o áudio. Mesmo jogando no volume mais alto, era preciso que mais nada estivesse ligado em volta para poder ouvir perfeitamente o que estava acontecendo na tela.
O game recebeu um tratamento de melhorias de texturas. Agora, a ação acontece em 60 quadros por segundo, e há outros upgrades que ajudam na jogabilidade. Contudo, é preciso levar em consideração que esse é um jogo de 15 anos atrás, então, mesmo com tudo isso, os gráficos podem não agradar a todos.
Em diversos corredores

Uma das coisas que mais gostei do game é que ele é estruturado em corredores. Os inimigos aparecem em hordas, por assim dizer, então é preciso acabar com todos e então explorar para conseguir encontrar os segredos daquela área. Eventualmente, podemos encontrar salas secretas, que podem conter itens ou equipamentos que nos ajudam durante a jornada. Algumas salas só podem ser abertas pelo anão, dando uma pancada em uma parede, ou com magia, ao usar a elfa. É possível trocar entre os membros do grupo a cada fase finalizada, e eles possuem uma jogabilidade única entre eles. Então, o ideal é encontrar aquele que te agrada mais.
É possível jogar em até 3 pessoas ao mesmo tempo, e nos demais momentos, a inteligência artificial controla os outros dois personagens. Entretanto, por diversos momentos, especialmente nas lutas contra os chefões, eles mais atrapalham bastante. Várias foram às vezes em que o bendito anão ficou na minha frente e impediu a minha habilidade especial de atingir o inimigo. No geral, o combate é divertido e explorar é legal, mesmo com os problemas com os parceiros.

Outro aspecto que gostei muito foi o fato das armaduras mudarem a aparência dos nossos personagens. Mudar uma armadura ou um capacete altera completamente o que vemos. Por fim, outra coisa bem legal é explorar a Terra-Média, e por mais que cada uma das fases não seja tão grande, há muitas missões secundárias para completar.
Pela Terra-Média
O lançamento da Edição Legado de Senhor dos Anéis: Guerra no Norte é uma excelente notícia para os fãs da saga literária. O fato de haver legendas em português é uma excelente notícia, e as muitas melhorias, como melhores texturas, taxa estável de quadros e trava de mira, são muito bem-vindas. Porém, mesmo com uma melhora na inteligência artificial dos parceiros, eles incomodam e causam uma profunda sensação de frustração. O volume do áudio também é bem ruim e poderia ser um tanto mais alto. No geral, o combate é agradável, apesar dos problemas já citados, e explorar o mapa é divertido, ainda mais quando encontramos novos equipamentos e ficamos muito mais fortes. Recomendo esse game para qualquer fã de jogos de RPG, seja fã ou não da obra de J.R.R. Tolkien.
Cópia de Switch 2 cedida pelos produtores
Revisão: Julio Pinheiro




