Dumb Ways to Build

Review Dumb Ways to Build (PC) – Construindo em equipe

O termo “friendslop” foi cunhado como uma forma um pouco pejorativa de se referir a games voltados à socialização e com foco em mecânicas livres e emergentes, como Among Us, Meccha Chameleon e PEAK. Mas, aos poucos, a expressão foi evoluindo para se tornar o descritivo quase oficial do que agora é um dos gêneros mais populares da atualidade. Surfando nessa onda, temos Dumb Ways to Build, um jogo baseado no meme “Dumb Ways to Die”, que viralizou há 13 anos com uma animação que retrata, de maneira bem literal, formas estúpidas de se morrer.

Desenvolvimento: PlaySide Studios, Dumb Ways to Die

Distribuição: PlaySide Studios, Dumb Ways to Die

Jogadores: 1 (local) e 1-4 (online)

Gênero: Plataforma

Classificação: 14 anos (violência fantasiosa)

Português: Interface e legendas

Plataformas: PC, Xbox Series X|S, PS5

Duração: Sem registros

Construções caóticas

Gameplay de Dumb Ways to Build

Em Dumb Ways to Build, controlamos um feijão que pode ser customizado com itens liberados gradualmente, no decorrer da jogatina. O principal objetivo é passar por fases repletas de obstáculos, como uma espécie de jogo de plataforma, mas com uma câmera em primeira pessoa. A grande diferença é a necessidade de criar as plataformas para conseguir atravessar os mapas, que contam com desafios horizontais e verticais. É preciso manipular os objetos do cenário e pregá-los em uma estrutura, por exemplo, ou abrir passagem para novos locais das fases na base da marretada.

As partidas podem ser jogadas em equipes de até quatro jogadores e também em um modo solo. É importante ressaltar que Dumb Ways to Build foi pensado para ser uma experiência cooperativa com pessoas reais, então não há bots cumprindo tabela no modo individual. Todo o arsenal de itens disponibilizados ao longo dos desafios é baseado em física, resultando em um loop de gameplay bastante divertido, principalmente por conta do bom level design das fases presentes no jogo — que, claro, segue seu meme de origem à risca e permite que os jogadores morram de muitas maneiras idiotas.

Foco no multiplayer

Cena da jogabilidade de Dumb Ways to Build

O modo solo de Dumb Ways to Build não é lá tão empolgante, devido à proposta do jogo em si, que precisa de outras pessoas para funcionar, e não há nenhum sistema de matchmaking. Então, esse é um jogo que exige um time formado, mas é possível ir atrás de parceiros na comunidade. Mesmo que o game não seja tão popular, existe um servidor de Discord oficial, sempre com gente procurando partida, e não há tantos problemas de conectividade com jogadores distantes, com ping alto. Jogar com estranhos, no entanto, pode acabar criando falhas de comunicação na jogatina, já que o título permite que os jogadores se sabotem e se atrapalhem durante as fases.

Fora isso, Dumb Ways to Build tem gráficos bonitos, em um estilo cartunesco. O desempenho é agradável, com uma versão de PC que oferece bastantes opções técnicas diferentes, enquadrando-se justamente em um dos pontos principais desse gênero “friendslop” — ser perfeitamente jogável em praticamente qualquer computador moderno. O título também está disponível nos consoles e possui suporte ao crossplay, na base do compartilhamento do código da sala hospedada por um jogador da equipe.

É legal

Custando apenas R$ 24 na loja da Steam, Dumb Ways to Build é uma alternativa muito divertida em seu gênero. O game é bem polido e suas mecânicas funcionam, resultando em partidas únicas e caóticas. Certamente, vale a pena juntar um time ou tentar encontrar alguém na comunidade para prestigiar o título em equipe.

Cópia de PC cedida pelos produtores

Revisão: Ailton Bueno

Dumb Ways to Build

8.5

Nota Final

8.5/10

Prós

  • Gráficos bonitos
  • Gameplay inventiva

Contras

  • Sem matchmaking
  • Não há bots no modo solo