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Review Tales of Arise: Beyond the Dawn Edition (Switch 2) – Um excelente port do mais recente capítulo da série

Nota do editor: Este jogo possui design de personagem sexualizado e conversas entre personagens com assuntos sexuais. Tais elementos não compactuam com os princípios do site e devem ser consumidos com cautela, por sua própria conta e risco.

Mais recente capítulo da principal franquia de JRPGs da Bandai Namco, Tales of Arise chega ao Switch 2 na Beyond the Dawn Edition, lançamento que já vem com a expansão de mesmo nome inclusa. O game segue com a mesma qualidade de sempre, trazendo uma excelente versão para o Switch 2.

Desenvolvimento: Bandai Namco
Distribuição: Bandai Namco
Jogadores: 1 (local)
Gênero: RPG
Classificação: 14 anos (violência, conteúdo sexual, drogas lícitas)
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, PS4, PS5, Switch 2, Xbox One, Xbox Series X|S
Duração: 41 horas (campanha)/74 horas (100%)

Um confronto entre planetas

Ao longo de todo o jogo também há diversas corujas para serem encontradas
Cenários são muito bonitos e com recursos para serem coletados por todo lado

Tales of Arise se passa no planeta Dahna, onde seus cidadãos são escravizados há séculos pelos habitantes do planeta vizinho, Rehna. Nesse contexto, conhecemos Alphen, um desses escravizados, que se reúne com Shionne, uma aparente traidora do povo Rehna, em uma jornada para acabar com a opressão. A história é bem legal, assim como seus personagens, ainda que não escape de ter diversos clichês de JRPGs e animes, além de explicações e soluções preguiçosas.

Mas se você gostar das premissas e dos personagens, certamente se empolgará em seguir a aventura, além de curtir as diversas interações entre os personagens, principalmente pelas tradicionais “esquetes”, que são conversas opcionais entre os personagens apresentadas ao longo da jornada.

Sistema de combate diverte, ainda que com alguns problemas

Golpes especiais de Alphen também tiram parte do seus pontos de vida
Além das diversas mecânicas, as batalhas apresentam alguns efeitos que brilham nos olhos

O jogo é um JRPG tradicional com batalha em tempo real, como típico da série Tales of. Controlamos Alphen (ou podemos trocar para outro membro da equipe) por cidades, campos abertos, dungeons e outros lugares diversos. Não há um mapa-múndi para acessar os locais, sendo tudo percorrido linearmente da primeira cidade em diante, ainda que existam locais opcionais, sidequests e outras possibilidades. É bacana explorar o mundo, ainda que o excesso de batalhas possa incomodar as vezes, principalmente ao fazer algum backtracking. Há sistemas de forjar armas e acessórios e pode-se cozinhar, o que te dá benefícios temporários.

Outra parte fundamental de qualquer RPG e que passamos muito do tempo são os combates. Arise mantém o sistema de batalha de ação da série, onde controlamos livremente um dos personagens da equipe no campo de batalha e podemos atacar, pular, utilizar habilidades e outras ações. Enquanto controlamos um dos até quatro personagens, os demais agem de acordo com uma estratégia pré-definida pelo jogador, podendo focar em atacar ou em economizar recursos, por exemplo.

Há um sistema de desvio no último segundo (que gosto sempre de chamar de Witch Time, em referência à série Bayonetta) onde tudo fica lento e temos vantagens. Um dos personagens é capaz também de defender. Aliás, todos os personagens da equipe tem pequenos diferenciais em sua jogabilidade, o que torna divertido variar entre eles. Também existem golpes mais poderosos e interativos entre os personagens.

Versão completa

Todas as esquetes podem ser revistas nos acampamentos
Tradicionais da série, as esquetes retornam, aprofundando as relações e o enredo

O que me incomodou no sistema é a parte externa a ele, principalmente na escolha das habilidades que temos em campo – três terrestres e três aéreas. Não é muito claro distinguir entre funcionalidade e poder entre elas para saber quais as mais adequadas de se usar, além de não haver forma clara de saber quais monstros são fracos a quais elementos. Também senti falta de um sistema comum em outros RPGs do estilo, que é alguma forma de interação com os inimigos no mapa, para ter alguma vantagem ou desvantagem ao iniciar o combate – você apenas se aproxima dele e o jogo vai para a tela de luta.

O game conta com bastante personalização, com visual das roupas, cabelo, armas e acessórios, mas é uma pena que boa parte das roupas mais legais estejam disponíveis apenas como DLCs pagos. Ao menos, no Switch 2 o game chega já com a expansão Beyond the Dawn, que adiciona cerca de mais 10 a 15 horas de gameplay. É uma história que se passa um ano após os eventos da campanha principal, mas pode ser acessada a qualquer momento, se você assim desejar.

Um port de alta qualidade

Cada personagem também possui uma habilidade que pode ser usada no mapa
Podemos controlar qualquer membro da equipe durante a exploração

Falando em Switch 2, o port de Tales of Arise é excelente. Naturalmente, o jogo não roda com a mesma qualidade de resolução ou taxa de quadros das versões PC, PS5 ou Xbox Series X, mas os gráficos estão muito bonitos e o game é bastante fluido, tanto na TV quanto no modo portátil, sendo bastante prazeroso de jogar em qualquer um dos modos. Não senti quedas de quadros mesmo nos momentos mais intensos do combate, quando a tela é inundada de efeitos que brilham nos olhos.

Enquanto o próximo Tales of não chega…

Tales of Arise é mais um ótimo capítulo da série da Bandai Namco, chegando agora ao Switch 2 em um port bastante competente. Ainda que tenha seus problemas, é um jogo divertido e belíssimo, com ótimos personagens e uma história interessante. Se ainda não jogou, com certeza vale a pena, ainda mais que a expansão já vem inclusa.

Cópia de Switch 2 cedida pelos produtores

Revisão: Julio Pinheiro

Tales of Arise: Beyond the Dawn Edition

8.5

Nota final

8.5/10

Prós

  • Sistema de combate divertido
  • Excelentes gráficos e trilha sonora
  • Port para o Switch 2 tem ótimo desempenho e visual

Contras

  • Habilidades de batalha são confusas
  • Mapa muito linear