Kingdom's Return capa

Review Kingdom’s Return: Time-Eating Fruit and the Ancient Monster (Switch) – Uma mistura fraca de alguns bons jogos

Kingdom’s Return: Time-Eating Fruit and the Ancient Monster (que nome longo) é um RPG de ação com visual 16 bits que coloca o jogador na missão de salvar um reino ameaçado por uma criatura ancestral e pelos efeitos misteriosos da Fruta Devoradora do Tempo. Misturando exploração, plataforma, combate e gerenciamento de reino, o game tenta combinar elementos clássicos da era SNES com sistemas modernos de progressão e construção.

Desenvolvimento: Yohcan Studio
Distribuição: INTI CREATES
Jogadores: 1 (local)
Gênero: RPG, Plataforma
Classificação: 10 anos (violência fantasiosa)
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, Switch, Switch 2
Duração: 12 horas (campanha)/25 horas (100%)

Uma homenagem competente aos clássicos de 16 bits

Cena de missão com personagem focado em ataques à curta distância

Os gráficos são facilmente um dos maiores destaques aqui. O visual 16 bits consegue capturar muito bem o charme da era SNES, não apenas na direção artística, mas também na forma como os cenários, personagens e animações são apresentados. Existe uma sensação constante de estar jogando um daqueles clássicos esquecidos dos anos 90.

As mecânicas de plataforma também funcionam bem. Os controles respondem corretamente e a movimentação do personagem é agradável durante a exploração. Além disso, o sistema de progressão adiciona novas habilidades conforme avançamos, criando uma sensação constante de evolução e permitindo acessar novas áreas.

Personagens distintos ajudam a diversificar a experiência

Cena de árvore de habilidades do alquimista

Cada personagem possui sua própria classe e árvore de habilidades exclusiva. Isso faz com que experimentar estilos diferentes de combate seja algo interessante e adiciona variedade ao gameplay. Em vez de simplesmente trocar números de ataque ou defesa, cada classe realmente muda a forma como você aborda os desafios.

O sistema de evolução também é bem construído. Desbloquear novas habilidades constantemente recompensa você e cria aquele sentimento clássico de crescimento que funciona tão bem em RPGs de ação. Felizmente, o game entende a importância de recompensar o progresso com novas possibilidades de gameplay.

Boas ideias prejudicadas por problemas de ritmo

Momento de gerenciamento de seu reino

O maior problema aqui está na estrutura. Frequentemente você precisa interromper a aventura para voltar ao gerenciamento do reino, construir edifícios ou lidar com sistemas secundários que acabam quebrando o ritmo da campanha. Em vez de complementar a exploração, essas atividades muitas vezes parecem uma obrigação, pra depois escolher uma missão e partir.

As missões em si também sofrem bastante com repetição. Grande parte dos objetivos gira em torno de derrotar monstros, eliminar inimigos ou coletar determinados itens. Isso funciona nas primeiras horas, mas eventualmente começa a passar uma sensação de repetição excessiva. Além disso, um modo cooperativo teria combinado perfeitamente com a proposta e sua ausência é sentida durante toda a aventura.

Uma aventura charmosa que precisava de mais foco

Kingdom’s Return: Time-Eating Fruit and the Ancient Monster acerta bastante ao recriar a atmosfera dos clássicos da era 16 bits. Os gráficos são excelentes, a progressão dos personagens funciona muito bem e a variedade entre as classes ajuda a manter o combate interessante durante boa parte da campanha. No entanto, a mistura entre gerenciamento de reino e aventura nem sempre funciona como deveria, causando quebras frequentes de ritmo e prejudicando o fluxo natural da exploração. Somado às missões repetitivas e à ausência de um modo cooperativo que teria encaixado perfeitamente aqui, o resultado é um jogo divertido, mas que claramente possuía potencial para alcançar algo ainda melhor.

Cópia de Switch cedida pelos produtores

Kingdom's Return: Time-Eating Fruit and the Ancient Monster

6

Nota final

6.0/10

Prós

  • Direção artística
  • Mecânicas de plataforma
  • Árvores de habilidades
  • Classes distintas

Contras

  • Gerenciamento do reino quebra ritmo
  • Missões excessivamente repetitivas
  • Ausência de modo cooperativo
  • Estrutura de gameplay
  • Atividades secundárias