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Review Dusk Diver – Para fãs do gênero Musou

É fã de jogos no estilo Dinasty Warriors ou Sengoku Basara onde você possui um ponto de partida, um ponto de chegada e, para chegar até lá, precisa esmagar botões e matar hordas e mais hordas de inimigo? Então Dusk Diver é sim para você. Infelizmente não sou adepto aos jogos no estilo Musou, acho repetitivo e os considero de nicho, mas vamos avaliar o conteúdo tentando afastar este viés ao máximo. O jogo foi desenvolvido pela JFI Games e publicado no Switch (plataforma usada neste review) pela PQube.

Ano: 2019
Jogadores: 1
Gênero: Ação, Aventura, RPC, Estratégia
Classificação indicativa:
10 anos
Português: Não
Plataformas: PC, PS4 e Switch
Duração: 7 horas (campanha)/ 25 horas (100%)

A protagonista tem personalidade, admitamos

Enredo raso

Você é Yumo, uma estudante do ensino médio que está procurando sua amiga no local onde marcaram de se encontrar e acaba por entrar numa batalha entre os deuses daquele mundo e criaturas obscuras, no distrito de Ximending em Taipei (Taiwan) – o que faz mais sentido jogar no idioma mandarim disponível no jogo -, e uma outra dimensão através do recém-conhecido Leo (que acabou ficando preso em sua forma de leão espiritual por sua culpa), portanto você fica transitando entre estes dois mundos com a ajuda de alguns deuses enquanto você precisa cumprir algumas tarefa na loja onde você foi intimada a trabalhar. Parece divertido? Pra mim não foi tanto, muitas coisas são justificadas de forma boba como, por exemplo, a capacidade de Yumo lutar apenas porque assiste filmes de artes marciais – é sério.

Desse tipo de coisa eu gosto

Mecânicas que podiam ser melhores

Dusk Diver tem uma mecânica de interação e missões que me lembram o grande Yakuza, mas sem o mesmo peso. A cidade é lotada de personagens sem detalhes gráficos (provavelmente para evitar perda de performance), missões secundárias repetitivas, lojas e vendedores ambulantes sem muita personalidade e por aí vai. Sem falar o bug no primeiro restaurante que entrei, onde todos estavam sentados num completo vazio de cor preta e flutuando (saí e entrei várias vezes, mas o bug continuou). Acredito que tudo podia ter sido bem mais explorado evitando repetitividade, talvez reduzindo um pouco a área jogável e trazendo missões mais criativas e únicas. Um ponto que gostei foi a personalização, aqui você trocar a roupa de sua personagem e isso impacta visualmente, mas nada que já não vimos por aí. Também existem alguns elementos de RPG com sistema de habilidades, relacionamento entre você e alguns personagens, porém tudo tratado de forma bem superficial já que aparentemente o combate é o foco do jogo.

E lá vamos nós de novo procurar fragmentos e sentar porrada

Progressão de fases sem estímulo

Você precisa de uma espécia de fragmento para poder ter acesso às próximas fases, e cada fase exige uma quantidade mínima para entrar. O problema é que você encontra estes fragmentos dentro das missões, e às vezes eles ficam bem escondidos de modo que você passa por eles sem perceber, dando a impressão de que o jogo não quer que você progrida, e sim que jogue novamente aquele mesmo cenário até encontrar o fragmento te obrigando a jogar duas vezes a mesma coisa. Também é possível encontrar estes objetos na cidade onde não há batalhas, mas daí você fica encarregado de uma exploração monótona.

Admito que os efeitos especiais são bem bacanas

Combate e gráficos são o destaque

Como eu disse no começo do texto, se você é fã de esmagar botões, este jogo vai cair como uma luva. PRA MIM as batalhas em Dusk Diver são divertidas, mas só até um certo momento. Sou o tipo de pessoa que se enjoa fácil de jogos no estilo Musou, então rapidamente fiquei entediado e quis que a fase acabasse logo pra ver o restante da história – por mais boba que ela seja. Sem falar que é um tanto quanto fácil você recuperar sua barra de SP batendo nos inimigos (uma espécie de barra de mana), usar suas habilidade e invocar seus parceiros, bater novamente nos inimigos para encher a barra e repetir este padrão, então não existe uma complicação muito grande que você precise enfrentar aqui. O jogo tem sim uma dificuldade opcional elevada onde você ganha itens diferentes e fragmentos para progredir de fase, mas a única diferença mesmo é que os inimigos ficam mais resistentes e você sofre mais dano – fiquei sem paciência. Mas, olha, preciso elogiar a performance deste jogo na versão do Switch que não perde FPS durantes as lutas (pelo menos até onde joguei), os quadros por segundo sempre se mantém em 30 travados (PC e PS4 rodam em 60) – já não se pode falar o mesmo nos ambientes da cidade no mundo real. Já em termos de direção de arte, simplesmente adorei o estilo gráfico de um modo geral por ter bastante “cara de anime“, os quais não ficam devendo em nada para jogos como a série Naruto Ultimate Ninja Storm. Parabéns aos artistas deste jogo!

Público específico

Muitas pessoas preferem uma boa história, outras pessoas preferem uma jogabilidade variada e que não te faça ficar cansado, já eu sou o tipo de gente que gosta dos dois em conjunto, e não encontrei isso aqui. Infelizmente Dusk Diver não é para mim, mas admito que é bem possível de se divertir com ele caso você seja fã dos jogos no estilo “esmaga botões” sem ter muito o que pensar ou planejar.

Prós

  • Direção de arte digna de animes famosos
  • Efeitos especiais excelentes e cinematográficos
  • Dublagem fenomenal
  • Sistema de upgrade

Contras

  • Queda de framerate na cidade
  • Cidade sem vida
  • Exploração superficial
  • História maçante
  • Fases muito parecidas e sem personalidade
  • Combate repetitivo
  • Inimigos parecidos e genéricos
  • Golpes especiais com animações cansativas e não “puláveis”
  • Frustração imensa quando você não pega o item necessário para acessar as outras fases
  • Sistema de progressão de fases meio chato através de coleta de fragmentos escondidos demais

Este review foi feito usando uma cópia para Switch cedida com carinho pela PQube