Após o primeiro título da trilogia Survivor chegar ao Switch 1 e 2, chega a vez de Rise of the Tomb Raider: 20 Year Celebration, mas exclusivamente no Switch 2. O jogo segue excelente e roda com um bom desempenho.
Desenvolvimento: Crystal Dynamics
Distribuição: Aspyr
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação, Aventura
Classificação: 18 anos (violência intensa, linguagem imprópria)
Português: Dublagem, legendas e interface
Plataformas: PC, PS4, Switch 2, Xbox 360, Xbox One
Duração: 13.5 horas (campanha)/35.5 horas (100%)
Do sol escaldante à neve pesada

Rise of the Tomb Raider é ambientado um ano após o jogo anterior. Lara agora vai até a Sibéria e até a Síria para buscar entender as experiências que passou na aventura anterior. Mas no caminho dela está a Trindade, uma organização paramilitar que também está atrás de respostas para esses mistérios. Particularmente, eu não gosto e nem me importo muito com a história de Tomb Raider, por motivos que falta espaço aqui para descrever, mas ela está lá para carregar a aventura.
Seguindo o primeiro jogo, temos um game de ação e aventura em que controlamos Lara desvendando mistérios, descobrindo tumbas, aprendendo muito e, é claro, enfrentando diversos vilões. Há seções de ação pura e outras em que é possível (e desejável) atuar de forma furtiva. O jogo mescla partes lineares com outras um pouco mais abertas, onde é possível explorar os cenários com calma, coletar itens e segredos e aceitar missões paralelas de NPCs. Lara dispõe de um arsenal generoso de armas e de habilidades para se movimentar e explorar, recebendo equipamentos que permitem a exploração de novas áreas à medida que avança a história.
Combate, exploração, aventura

Assim, o game consiste em seguir objetivos (tudo sempre claramente marcado no mapa) para avançar a história, ao mesmo tempo em que pode se dedicar a explorar ou fazer missões secundárias. As fases são bastante divertidas, sejam as partes de combate ou de exploração. O destaque, é claro, vai para as tumbas (vide o nome da série), que em geral apresentam puzzles interessantes, para pensar e explorar o arsenal de Lara, sempre dando uma boa recompensa no final. O jogo é bastante cinematográfico e entrega lindos cenários.
Basicamente tudo que Lara faz fornece pontos de experiência, que podem ser usados para aprimorar suas habilidades de caçadora, sobrevivencialista e combatente. Além disso, as armas podem ser aprimoradas utilizando itens coletados nos cenários e Lara pode fabricar flechas até mesmo durante o combate, dado que possua as matérias-primas. Também há moedas espalhadas pelos mapas, que podem ser usados para comprar itens e equipamentos. É um jogo excelentemente bem amarrado, que te incentiva a explorar cada canto dos cenários.
Quase um RPG

A exploração é bem recompensada, pois melhorar as armas e habilidades de Lara é muito satisfatório para melhorar enfrentar inimigos e sobreviver, no geral. Para mim, esses elementos são o grande salto em relação ao primeiro jogo, que fazem com que Rise seja um dos meus jogos favoritos, e isso segue presente nesse port.
Falando no port do Switch 2, temos em geral vários pontos positivos, com um negativo que chega a ser bizarro. O visual é ótimo, ainda que nos detalhes dos detalhes não seja o mesmo que as outras versões, mas nada que vá incomodar. A taxa de quadros é de 30 quadros por segundo, mas é consistente na maior parte do jogo. O Switch 2 recebe a versão completa do game, que vem com um conteúdo adicional interessante. Temos novas missões e modos de jogo, além de roupas e armas.
Um port decente, com um detalhe

Em relação aos controles, temos o suporte ao mouse, toque na tela e movimento. O mouse funciona muito bem, adicionando precisão na hora de atacar, principalmente quando buscamos acertar a cabeça do adversário para causar mais dano. A tela sensível ao toque, no modo portátil, permite controlar os menus e navegar pelo mapa. Nada que você vá usar muito, mas é interessante de se ter e é útil às vezes (principalmente porque alguns menus parecem pouco responsivos).
O ponto negativo vem no controle por movimento. No geral, é minha forma preferida de controlar jogos de tiro, então fiquei animado para jogar assim. Mas para minha surpresa, nada acontecia ao mexer o controle ao mirar. Depois de algum tempo achando que estava fazendo algo muito errado ou estava com defeito nos controles, descobri que o movimento serve apenas para girar as relíquias que você encontra, para mudar o ângulo que as vemos. Para mirar, que é o que queremos, não serve para nada. Achei isso bizarro e descobri que também acontecia no port anterior, e os desenvolvedores não se deram o trabalho de mudar. Era melhor não existir essa opção.
Uma aventura que todos deveriam jogar
Rise of the Tomb Raider segue sendo um excelente jogo e sua presença no Switch 2 é bastante bem-vinda. Exceto o estranho controle por movimentos e, caso você perceba, um detalhe gráfico ou outro, o jogo roda muito bem e é uma ótima pedida para quem quiser revisitar essa aventura ou experienciar pela primeira vez.
Cópia de Switch 2 cedida pelos produtores
Revisão: Julio Pinheiro




