review-granblue-fantasy-relink-endless-ragnarok-switch-2-1

Review Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok (Switch 2) – Explore os céus nesse excelente RPG de ação

Chegando agora ao Switch 2, Granblue Fantasy: Relink é um excelente RPG de ação que roda com um ótimo desempenho no console. Além disso, a expansão Endless Ragnarok traz bastante conteúdo novo ao game, totalizando ainda mais tempo de diversão.

Desenvolvimento: Cygames
Distribuição: Cygames
Jogadores: 1-4 (local e online)
Gênero: RPG, Ação
Classificação: 16 anos (violência, linguagem imprópria, temas sugestivos, conteúdo sexual)
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, PS4, PS5, Switch 2
Duração: 15.5 horas (campanha)/130 horas (100%)

Um gacha evoluindo para jogos de verdade

Você pode repetir as missões mais tarde para coletar itens que perdeu
Durante a campanha principal, exploramos cenários grandes coletando itens e enfrentando inimigos

Granblue Fantasy é uma franquia que surgiu como um RPG para celulares — na prática, um gacha. O jogo fez muito dinheiro e sucesso e com isso, a Cygames decidiu expandir os horizontes e gêneros. A primeira investida foi o ótimo jogo de luta Granblue Fantasy Versus, desenvolvido pela Arc System Works, especialista no gênero. Em 2024, foi lançado o RPG de ação Granblue Fantasy: Relink, que chega agora ao Switch 2, simultaneamente ao lançamento da expansão Endless Ragnarok, disponível também nas outras plataformas.

Relink é um RPG de ação em que controlamos uma equipe de quatro personagens durante a campanha principal e também por uma grande quantidade de missões de combate opcionais. Ainda que existam algumas dezenas de personagens jogáveis, a história envolve alguns deles apenas, além de NPCs. Para cada personagem jogável, há algumas histórias e missões específicas. Assim, você pode passar praticamente o jogo todo controlando personagens que sequer aparecem no enredo, mas creio que é um custo inerente a ter essa quantidade — além de uma herança do estilo do jogo originário da franquia.

Monte sua equipe e lute

As missões secundárias são totalmente sem graça, apenas pedindo algum item
Há duas cidades que funcionam como hub e podem se encontrar missões secundárias

Selecionamos uma equipe de até quatro personagens, sendo obrigatoriamente o protagonista e mais três. Controlamos um deles durante os combates, com os outros sendo controlados pelo computador (exceto nos modos multiplayer, claro). Há duas cidades que atuam como áreas centrais, mas o grosso do jogo e os combates se passam em cenários com inimigos e itens para se explorar. Cada personagem possui uma arma e diferentes modos de fazer combos, mas não é nada radicalmente diferente. O que é sempre bom e ruim: bom pois é fácil e rápido experimentar um novo personagem, ruim porque não há uma experiência muito diferente ao explorar o elenco.

Além dos botões de ataque forte, fraco e pulo, é possível defender, esquivar e usar itens. Cada personagem pode equipar e utilizar quatro habilidades, que podem causar dano, buffs, debuffs ou curar. Além disso, há as Artes Celestiais, golpes poderosos que podem ser utilizados após o carregamento de uma barra e também há o nível de conexão, que permite que os personagens façam ataques em grupo. Não é nada inovador, mas é bastante bem feito, divertido e satisfatório de jogar.

Além dos níveis ganhos com experiência, há um sistema de progressão dos personagens, em que utilizamos pontos de maestria para avançar por árvores de habilidades de defesa e de ataque, para ganhar novas habilidades, atributos e outros aprimoramentos. É também possível aprimorar o nível das armas, entre outras possibilidades.

Campanha curta, missões infindáveis

Alguns requisitos só vai ser possível cumprir se você estiver com níveis mais altos do que quando a missão é liberada
Missões vem com três requisitos que precisam ser cumpridos para atingir a melhor avaliação

A campanha principal é relativamente curta. Se você focar nela e tiver pressa, é capaz de acabar o game em pouco mais de 10 horas. Mas o que dá realmente vida longa à aventura são as missões. São dezenas de desafios, divididos em diferentes níveis de dificuldade, ambiente e tipo — chefe, horda, conquista, sobrevivência e defesa. Cada missão é avaliada de acordo com o seu desempenho e o cumprimento de objetivos pré-definidos e sempre com diversas recompensas.

É aqui que entra o aspecto multiplayer do jogo. De forma semelhante a jogos como Monster Hunter, podemos formar equipes de até quatro jogadores (conhecidos ou não) para enfrentar os desafios, que escalam bastante em dificuldade. Há uma grande quantidade de missões, especialmente após terminar a campanha, que é quando o desafio começa de verdade — dependendo da sua abordagem ao game, é aqui que ele realmente começa. O game tem crossplay entre todas as plataformas, o que é sempre muito bem-vindo.

Expansão com novidades

Mas no modo portátil a resolução é diminuída em alguns momentos
Durante os combates, a tela pode virar um show de efeitos, sem prejudicar o desempenho

Endless Ragnarok traz um apanhado de novidades. O DLC apresenta uma campanha própria, mas que é jogada no formato das missões, o que limita um pouco a narrativa, mas significa que podem ser jogadas em multiplayer. Há também a inclusão de um modo roguelite, onde jogamos algumas missões com um chefe ao final e é útil também para coletar materiais.

O combate recebe uma nova mecânica, a invocação, em que criaturas causam dano e fornecem efeitos diversos. Também são adicionados novos personagens e missões. No geral, não é uma quantidade enorme de conteúdo ou algo que vá mudar a experiência, mas são adições bacanas que vão satisfazer quem explorou bem o jogo original e ficou querendo mais.

No Switch 2, Relink roda muito bem, com desempenho e gráficos excelentes. No modo portátil, o game fica um pouco feio quando há muitos elementos na tela, mas o sacrifício é na resolução, com a taxa de quadros seguindo constante, deixando a jogabilidade fluida. Além disso, com o uso do GameShare, é possível aproveitar o multiplayer de forma local, de forma exclusiva no console da Nintendo.

Agora é o momento para embarcar no seu navio voador

Granblue Fantasy: Relink é um excelente RPG de ação que pode ser aproveitado apenas jogando sua campanha ou explorando seus sistemas e conteúdo ao máximo ao aproveitar suas missões. A expansão Endless Ragnarok traz ainda mais conteúdo para quem gostou da experiência original.

Cópia de Switch 2 cedida pelos produtores

Revisão: Julio Pinheiro

Granblue Fantasy: Relink - Endless Ragnarok

9

Nota final

9.0/10

Prós

  • Divertido sistema de combate
  • Lindos gráficos e direção de arte
  • Vasto conteúdo
  • Novidades de Endless Ragnarok

Contras

  • Jogabilidade não inova muito
  • Campanha curta