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Review Ghostbusters: The Videogame – Uma homenagem de respeito

Com um jogabilidade que provavelmente inspirou Luigi’s Mansion – brincadeira -, Ghostbusters: The Videogame Remastered, da Saber Interactive, é como se fosse o jogo do Mario Verde, só que para adultos e fãs do grande filme estrelado por Bill Murray, Ernie Hudson, Dan Aykroyd e Harold Ramis. Preciso confessar que nunca assisti o filme completamente, apenas algumas cenas numa clássica Sessão da Tarde. Apesar disso, consegui desfrutar do jogo como uma experiência isolada, sem base cinematográfica nenhuma para trazer a nostalgia à tona.

Ano: 2019
Jogadores: 1
Gênero: Ação, Aventura
Classificação indicativa:
10 anos
Português: Não
Plataformas: PC, PS4, Xbox One e Switch
Duração: 6 horas (campanha)/ 9 horas (100%)

Feito com carinho

Acredito eu que o jogo respeita totalmente sua obra original, já que a desenvolvedora Terminal Reality disse que o título foi feito com conhecimento e por pessoas que gostam da franquia. De qualquer forma, preciso dizer que Ghostbusters: The Videogame Remastered funciona demais até como jogo isolado. É comum vermos videogames inspirados em filmes que são feitos sem o menor capricho, apenas para surfar na onda e fama de sua inspiração – ou, pior ainda, se aproveitar da nostalgia dos fãs. Se você, assim como eu, não faz muita ideia do que se passa na trama do longa dos caça-fantasmas, não se preocupe: a diversão fará seu trabalho com louvor.

O jogo originalmente pertence à geração do Xbox 360 e PS3, e possuía um modo multiplayer, o qual foi retirado da versão remasterizada que recebemos em 2019 sem grandes explicações. A história do jogo é baseada na escrita por Aykroyd e Ramis, a qual se desenrola em Nova York no Dia de Ação de Graças de 1991, alguns anos após o segundo filme de Ghostbusters. Dan Aykroyd ainda comentou que o jogo pode ser considerado praticamente o terceiro filme da franquia, o que faz jus visto a qualidade absurda dos diálogos e atuações. Mesmo não sendo um grande conhecedor da obra, consigo comprar sem nenhum problema a interação entre os personagens e sentir que estou vendo realmente uma espécie de filme.

A escolha do personagem genérico

Egon, Ray, Winston e Peter resolvem recrutar um novato – você – para aprender a ser um caça-fantasmas profissional durante um aparição de atividades fantasmagóricas na cidade. É bacana a ideia de você controlar um protagonista que tem o objetivo de ser genérico o bastante para você se imaginar no lugar dele, porém não para esse tipo de jogo onde personagens roubam a cena e são muito icônicos. Particularmente, acho os atores tão carismáticos que preferiria mil vezes estar controlando cada um deles com a possibilidade de alternar entre os mesmos usando um comando.

Jogabilidade intuitiva

“Como jogar” aqui é algo bem fácil de se entender, não exigindo textos e mais textos ou tutoriais exaustivos. Basicamente você precisa localizar as ameaças (às vezes usando um óculos próprio para isso), debilitar os fantasmas encontrados pelo caminho e, em seguida, capturá-los numa armadilha que os suga para dentro de si. Simples e direto, atire com sua arma de prótons nos seres paranormais e depois os controle com uma espécie de mini-game deveras divertido até o buraco da armadilha plantada. Tudo isso acontece num show de luzes, sons e uma trilha sonora que dá gosto de ouvir. Também é possível correr e desviar de ataques para evitar danos, o que acho bom que exista para dar a sensação de maior agilidade ( o que se faz necessário em jogos de ação).

Adicionalmente, o jogo te permite aprimorar alguns de seus equipamentos através do dinheiro adquirido durante a história e visualizar uma espécie de bestiário – ambos encontrados no menu principal. Considero que isso funciona apenas como um extra mesmo, pois a jogabilidade em si já funciona muito bem e cumpre seu trabalho de ser divertida sem ficar devendo em nada.

Elementos que mostram a idade

Devido ao fato do jogo ser um remaster e não um remake, algumas coisas mostram as rugas do jogo de 2009. Entre elas estão os filmes/cutscenes entre um arco e outro, os quais nitidamente são vídeos que passaram por compressão e estão numa resolução não muito boa. Outra coisa fica por conta das animações que demonstram ser de uma geração anterior – aparentando até serem de uma mais antiga -, além de interfaces bem ultrapassadas. São pontos consideráveis, mas que nem de longe estragam a experiência de jogar na pele dos caça-fantasmas.

Vá sem medo

Posso dizer com toda a certeza de que Ghostbusters: The Videogame Remastered é um dos melhores jogos baseados em filme que já joguei em toda a minha vida, principalmente pelo que falei inicialmente sobre ele funcionar como um jogo isoladamente sem depender do seu afeto para com a obra. Para quem gosta de Luigi’s Mansion (me desculpem, joguei lembrando muito deste jogo), com certeza viver na pele de um dos caça-fantasmas – mesmo que um personagem genérico – é uma experiência ainda mais divertida. Fica a crítica da versão de Swich (a qual foi usada neste review) não ter adicionado controles de movimento, seria um incremento e tanto. Ah, e o jogo não tem o idioma português brasileiro, o que pode afastar alguns e fazê-los perder a interação entre os personagens.

Prós

  • É simples e divertido
  • Controles responsivos
  • Aprimoramento de equipamentos
  • Agilidade nos confrontos
  • Atuação e diálogos

Contras

  • Sinais da idade do jogo
  • Faltou controle de movimentos no Switch
  • Protagonista genérico

Este review foi feito usando uma cópia para Switch cedida pela Saber Interactive