MLB The Show 25

Review MLB The Show 25 (PS5) – O beisebol está de volta!

Com a chegada da primavera no hemisfério norte, em março, inicia-se a temporada de beisebol nos Estados Unidos e, junto a ela, MLB The Show 25, uma nova edição do simulador. A cada ano, a franquia apresenta atualizações incrementais e interessantes. Para mim, esse esporte é um dos melhores para se adaptar em videogames, pois requer movimentos em tempo perfeito, muitas possibilidades de jogo mental e momentos emocionantes.

Desenvolvimento: San Diego Studio
Distribuição: Sony Interactive Entertainment
Jogadores: 1 (local) e 1-4 (online)
Gênero: Esporte
Classificação: Livre
Português: Não
Plataforma: PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S, Switch
Duração: 14,5 horas (100%)

Bem vindo ao show!

Mais um ano de beisebol está aqui
Mais um ano de beisebol está aqui

Todas as franquias esportivas que saem anualmente trabalham com formatos iterativos, ou seja, constantes lançamentos e pequenas mudanças aqui e ali. MLB The Show não é diferente, e desde o lançamento da primeira versão para PS5, em 2021, a apresentação geral continua a mesma.

As animações foram aprimoradas, com jogadores com movimentos mais fluidos. A interface recebeu um retoque, tornando os menus mais intuitivos. Novos atletas na capa, além de, obviamente, aparências de jogadores e times atualizados. Dito isso, esse review vai focar nas mudanças importantes da versão 25 para dizer se esse é um ano que vale a pena entrar no show.

Seja você o centro das atenções

A primeira opção na tela inicial é o Road to the Show, onde você cria seu próprio jogador – que desde o ano passado permite a criação de atletas masculinos ou femininos. A grande mudança desse modo esse ano está no começo dele: agora, você pode participar escolher uma universidade antes de estar disponível para ser escolhido por um dos times da grande liga. É uma adição que traz uma introdução diferente para o sua jornada, mas que acaba sendo apenas mais um torneio antes de chegar no que as entradas anteriores ofereciam.

Seja você mesmo o MVP
Seja você mesmo o MVP

Com apenas alguns jogos como universitário, que são opcionais, você chega ao mesmo ponto de sempre: entrar no draft, ser escolhido por um dos times e começar de baixo na minor league, subindo seus status para se preparar para a major league. Achei interessante eles terem as universidades reais participando dessa fase, mas é tão pequeno que não me convenceu. 

A forma como os pontos de habilidade são contados também mudou e é uma alteração interessante, mas não para quem está chegando agora. Antes cada ação específica subia o seu nível nas perícias envolvidas naquela ação: Rebater uma bola de um arremessador canhoto faz a rebatida contra canhotos ficar melhor. Agora cada jogada de sucesso é recompensada com moedas que podem ser gastas em qualquer habilidade, fazendo com que seu jogador possa ser mais versátil e menos especializado.

Pacotes, pacotes e mais pacotes de cartas

Para quem gosta de criar o seu próprio time, Diamond Dynasty é o seu lugar. Através do sistema de cartas, muito similar ao que é oferecido em jogos como EA FC (o antigo FIFA), é possível adicionar qualquer jogador da história no seu time. Existem várias formas de se ganhar mais moedas para comprar mais pacotes de cartas e melhorar o seu time. As microtransações mantêm-se as mesmas, não são agressivas e eu nunca cheguei a gastar dinheiro dessa forma desde que comecei a jogar.

Diamond Quest: um dos modos mais divertidos do jogo
Diamond Quest: um dos modos mais divertidos do jogo

O melhor desse modo nesse ano vem no formato do Diamond Quests, que é basicamente um explorador de dungeons dentro do The Show. Existe uma grade com espaços para se explorar, e quanto mais espaços você descobrir, mais recompensas terá. Cada espaço também pode esconder um desafio rápido, como conseguir um número de rebatidas ou arremessos contra certo time. Vença o desafio e ganhe mais recompensas, perca o desafio e terá algumas punições – existe até um chefão que fica andando pelo tabuleiro com um desafio opcional maior. 

A introdução dos chefões no Diamond Quest é bem divertida
A introdução dos chefões no Diamond Quest é bem divertida

O interessante é que para sair dessa dungeon, você precisa terminar um jogo curto de 3 innings (um jogo normalmente tem 9 innings). Se você perder, perde tudo que conseguiu dentro da sessão, no melhor espírito roguelike. É um formato de sessão leve, já que elas não duram mais de 30 minutos, e desafiador com boas recompensas caso você tenha sucesso. Definitivamente, foi um incentivo para me motivar a jogar mais esta parte, que não foquei muito em anos anteriores.

Let’s play ball

Já a gameplay nesse ano tem pequenos ajustes, algumas mecânicas de rebatida foram ajustadas, oferecendo um desafio ligeiramente diferente. A mecânica de Ambush, que permite a você tentar prever o lado da rebatida, é bem interessante.

Na defesa, agora existe uma opção para jogar em primeira pessoa. O modo é diferente, e achei confuso de me situar com a câmera nessa perspectiva. Entretanto, a função certamente traz um desafio maior para algo que já ficou automático para quem joga a franquia por muito tempo.

As mecânicas sólidas da franquia continuam muito boas
As mecânicas sólidas da franquia continuam muito boas

Mais um ano do passatempo americano

Todos os anos a conclusão que chego é que só quem é realmente muito apaixonado por esse esporte sentirá a necessidade de comprá-lo anualmente. Como as atualizações são cumulativas, comprar a cada dois anos não parece uma ideia ruim para quem gosta de jogar mais casualmente.

MLB The Show 25 é um jogo de alta qualidade, mantendo o padrão das edições anteriores, que servem de base para as novidades. No entanto, se você possui a versão 24, que foi ofertada como um dos jogos grátis da PS Plus em agosto do ano passado, talvez valha a pena esperar por uma boa promoção para entrar no barco de 2025.

Cópia de PS5 cedida pelos produtores

Revisão: Júlio Pinheiro

MLB The Show 25

9

Nota Final

9.0/10

Prós

  • Animações e gameplay cada vez melhores
  • Novo modo de jogo inovador

Contras

  • Mudanças cada vez menores